Segundo destaca o doutor Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, a mamografia costuma ser associada quase exclusivamente à saúde feminina, o que faz com que muitos homens sequer considerem a possibilidade de realizar esse exame. No entanto, embora menos frequente, o câncer de mama também pode afetar o público masculino. A falta de informação e o preconceito em torno do tema contribuem para diagnósticos tardios, tornando o cenário mais delicado do que deveria ser.
Homens podem desenvolver câncer de mama e, quando isso acontece?
Embora raro, o câncer de mama em homens existe e deve ser considerado. A incidência é significativamente menor em comparação às mulheres, mas isso não elimina o risco. O principal problema é que, por ser pouco comum, muitos casos não são suspeitados inicialmente, o que pode atrasar o diagnóstico.
Esse tipo de câncer costuma ocorrer com maior frequência em homens mais velhos, especialmente após os 50 anos. No entanto, como pontua Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, isso não significa que pessoas mais jovens estejam totalmente protegidas. Assim como em outras condições, o risco aumenta com o tempo, mas não está limitado a uma faixa etária específica.
Além disso, fatores hormonais e genéticos podem influenciar o desenvolvimento da doença. Alterações nos níveis hormonais, histórico familiar e determinadas condições de saúde aumentam a probabilidade de surgimento do câncer. Isso reforça a importância de olhar para o tema com mais atenção, mesmo que ele ainda seja pouco discutido.

Em quais situações a mamografia é indicada para homens?
A mamografia em homens não faz parte de um rastreamento de rotina, como ocorre no caso feminino. No entanto, ela pode ser indicada em situações específicas, principalmente quando há sinais clínicos que precisam ser investigados. A presença de nódulos na região mamária é um dos principais motivos para a solicitação do exame.
Como reforça o doutor Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, outros sinais também merecem atenção, como alterações na pele, retração do mamilo, secreções ou aumento localizado da mama. Esses sintomas não significam necessariamente câncer, mas exigem avaliação adequada. A mamografia, nesse contexto, ajuda a diferenciar alterações benignas de possíveis lesões malignas.
Por que o diagnóstico precoce é ainda mais importante nesse caso?
O diagnóstico precoce é fundamental em qualquer tipo de câncer, mas ganha ainda mais relevância no caso masculino. Como a doença é menos esperada, muitas vezes ela é identificada apenas em estágios mais avançados. Isso acontece porque os sinais iniciais são ignorados ou interpretados de forma equivocada. A baixa percepção de risco contribui para o adiamento da investigação. Quando o diagnóstico ocorre tardiamente, as opções de tratamento podem ser mais limitadas.
Outro fator importante é a menor quantidade de tecido mamário nos homens. De acordo com Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, isso faz com que o tumor tenha menos espaço para se desenvolver antes de atingir estruturas próximas, o que pode acelerar a progressão da doença. Nesse cenário, identificar alterações precocemente se torna ainda mais decisivo. Pequenas mudanças podem evoluir rapidamente se não forem acompanhadas.
O desconhecimento sobre o tema contribui para o atraso na busca por atendimento. Muitos homens não associam sintomas na região do peito à possibilidade de câncer de mama, o que retarda a investigação. A informação, portanto, é uma ferramenta essencial para mudar esse cenário e incentivar uma postura mais ativa em relação à saúde. Quanto maior o acesso ao conhecimento, maior a chance de agir com rapidez. A conscientização reduz barreiras e estimula o cuidado preventivo.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez